Thursday, July 17, 2008

A Morte Como Performance



Kleber Mendonça Filho
cinemascopio@gmail.com


Uma das melhores peças publicitárias da blitz de marketing da Warner Bros. para The Dark Knight (EUA, 2008) traz a frase "Why So Serious?" (porquê tão sério?"). Para quem não consegue levar filmes desse tipo como representação religiosa da vida na sua leitura mais séria, a pergunta cabe graciosamente. Porquê diacho esse filme é tão retido na sua sisudez?

Com duas horas e 20 minutos, The Dark Night parece querer dizer ao mundo com a sua auto-importância que o cinema de entretenimento também pode ser profundo e sombrio. Se o primeiro adjetivo talvez não entre, o segundo sugere honrar a face trágica do ator Heath Ledger, falecido precocemente no início do ano. Há algo de fascinante na morbidez de ver Ledger por trás de uma máscara mortuária em todas as suas cenas: a máscara do Coringa.

The Dark Knight, no entanto, foi feito exatamente para quem leva filmes desse tipo a sério como representação religiosamente fiel da vida. Não parece bastar mais ver filmes ágeis, inteligentes, críticos e espetacularmente divertidos dentro de um tom de "cinema de super herói", ou de "histórias de quadrinho" - Superman The Movie, Robocop, o Batman de Burton, Os Incríveis.

O que importa na indústria cultural é a grande obra-prima da semana. The Dark Knight vem sendo embalado há mais de um ano pela máquina de marketing da própria Warner Bros. como um pré-clássico do cinema, espécie de "O Poderoso Chefão dos filmes de super herói". O cinismo brilhante desse tipo de campanha, validada sinistramente pela morte de Ledger, é ignorar que valor é uma coisa dada naturalmente pelo mundo, e não espalhada meses antes de um filme ser visto.

E é nesse mundo dominado por valores artificiais gerados pela qualidade do design e da onipresença que, temos, portanto, uma obra de valor calculável: mais ou menos 600 milhões de dólares, quantia que The Dark Knight (via DC Comics) precisa para superar financeira e moralmente a arrecadação internacional do outro super herói concorrente no trimestre, O Homem de Ferro, da Paramount Pictures (via Marvel Comics).

O efeito mitificador do trágico falecimento (em janeiro) do ator, aos 28 anos, também deve ser ponderado. Ajudou muito a máquina de vendas o fato de seu personagem no filme – o Coringa – ter uma face graficamente sintonizada com a morbidez natural da tragédia pessoal do artista em si. Olhar para o rosto deformado do Coringa ao longo dos últimos meses sugeria um cheiro de morte, sensação que perdura ao longo de todo o filme, dando-lhe peso.

Há ainda uma campanha iniciada pelo diretor Christopher Nolan (Memento, Batman Begins), e que ganhou as vozes de atores que estão no filme – Christian Bale, Michael Caine – de que Ledger deverá ganhar o Oscar 2009 por sua atuação, sendo este papel sua herança para o mundo. Me pergunto se, do ponto de vista da imagem preservada, as pessoas lembrarão de Ledger, o homem, ou do Coringa borrado, a 'máscara', ou se de Ledger, o ator, ou do seu cowboy em Brokeback Mountain, onde suas feições/rosto ali intactos?

DUPLOS – Depois de finalmente visto, o filme parece repetir o conceito de duplos, algo desenvolvido originalmente nos quadrinhos e com interessante eficácia já no filme de Tim Burton, 19 anos atrás. Gotham City (filmada ricamente em Chicago) está à beira da anarquia, a semente justiceira espalhada pelo trabalho de Batman ganhou adeptos (ou duplos) em imitadores que não são páreo para o grau de perversidade de um novo criminoso chamado Coringa, sua demência violenta apresentada numa seqüência de abertura empolgante.

Bruce Wayne/Batman (Bale) parece ter desocupado a bat-caverna, preferindo um largo estacionamento de shopping personalizado. Ele supervisiona os passos do crime organizado, liderado por Maroni (Eric Roberts, bom revê-lo), com arsenal cada vez maior de brinquedos fornecidos pelo seu escudeiro Lucius (Morgan Freeman). Alfred (Caine) continua sendo o serviçal de voz paterna para Wayne, bilionário boa pinta e enfeitado por mulheres objeto que encontra no jovem político Harvey Dent (Aaron Eckhart) um duplo oficializado seu que poderá restaurar a paz e a justiça em Gotham City (the American way).

Tudo isso é um prato cheio para a veia anarquista do Coringa, que consegue bagunçar os caminhos de Wayne e Batman, da máfia e do triângulo amoroso entre Wayne, Dent e Rachel (Maggie Gyllenhaal, que me pareceu mais expressiva com o pouco que lhe deram do que Katie Holmes com o outro pouco que ela tinha). Eu não sei se entendi muito bem as maquinações do Coringa, mas seja lá o que ele estava fazendo, ele terminou fazendo, e bem.

Finalmente, as tais maquinações levam Coringa a transformar Dent numa nova e dramática aberração, o Duas Caras, personagem com a aparência de um pesadelo que abandona a crença na justiça (the American way) e passa a enxergar a moralidade num ambiente sórdido como uma questão de mero acaso, ou sorte.

Esse último pensamento me pareceu caber bem com o clima geral das manchetes pavorosas que têm relatado um gênero bem brasileiro de violência nesse país, em atos de perversão brutal que alimentariam o Coringa com muitas idéias e imaginação. Essa comunicação (que talvez só exista na minha cabeça) com um certo estado de coisas fora do filme me agradou.

Se Jack Nicholson, roubou o Batman de 1989 com um terrorista da arte (pichava obras que defendiam o belo, adorava Francis Bacon), Ledger rouba o filme novo como personificação do terror. Não há muito o que dizer ao ouvirmos Batman com sua voz engraçada de gripado trocando palavras com um Coringa tão mais fácil (e interessante) de ouvir.

Não seria estranho imaginar que o papel do Coringa no filme canaliza um medo bem americano nesta década, o medo de um pensador do terror que habita o imaginário dos EUA via figura de Osama Bin Laden. Talvez seja o que mais próximo existe de um Coringa real.

São boas idéias sugeridas por uma aventura um tanto dura feito uma tábua, em especial na forma como se contorce para dar conta de tantas estratégias e tramóias, algumas (as cenas de ação) com a funcionalidade de um anúncio de brinquedo. Nolan, na falta de estilo pessoal próprio, vai buscar uma marca sua no orçamento astronômico, numa câmera carrossel gratuita e na trilha sonora para surdos, uma sinfonia de 140 minutos incapaz de te deixar a lembrança de uma melodia sequer.

Por obra do destino, no entanto, esse filme industrial agregou a mística de um rosto forte à ajuda poderosa da morte.

PG-13 - Por último, vale acrescentar o quanto os mecanismos do mercado impõem à imagem uma idéia de restrição, embora isso nada tenha a ver com a ação descrita ali na tela. O que importa, cegamente, à idéia de "classificação" é se vemos ou não a imagem de uma faca cortando o canto de uma boca. Para mim, o fato de alguém fazer isso com o outro, e o tratamento implícito ali aplicado (montagem, música, efeito de som) deveria dar o tom, e não o quão explícito o corte é.

"The Dark Knight", nos seus momentos mais dó-dóis, parece clamar pelos detalhes pré-formatados milimetricamente para seu público de meninos de 12 ou 13 anos, quando a ação em si mostra-se bem mais sombria e demente. Para tal, vejam Robocop.



Filme visto no UCI Boa Viagem, Recife, 14 de Julho 2008

29 comments:

Anonymous said...

My friend, vá comentar filmes do Fassbinger.Viúva de Tim Burton.Criticos que gostam de se diferenciar por ser do contra,uma coisa é vc não gostar da obra,outra coisa é deturpar a obra por não se encaixar no seu contextozinho de "critico intelectual".Lamentavel.

Anonymous said...

Caramba, esses malucos tão em tudo quanto é lugar. A propósito, excelente crítica. Quanto a essa questão da classificação será que ela não acaba favorecendo involuntariamente o filme, pois há muitos casos em que a sugestão é muito mais eficaz que a abordagem explícita.

CinemaScópio said...

eu acho que o filme parece pedir por mais violência gráfica, ou pelo menos seria natural vê-la e não perceber cuidados tão judiciais no sentido de não mostrar e livrar o flagrante da maneira que está. Senti a mesma coisa no Die Hard 4.0, mesmo caso. É a ditadura do PG-13, que significa grana, e me interessa observar como esses cuidados comerciais afetam o filme em si.

Anonymous said...

Surgiu um boato recente que Nolan já estaria pensando no terceiro e iria propor a Warner trabalhar num "R movie" caso Dark knight seja um estrondo.

Sempre me lembro do Matrix Reloaded, cuidaram para o filme pegar um PG-13, mas acabou que as cenas de sexo do Neo(nada explicítas ou mesmo sensuais) levaram o filme a receber um R.

sub-literatura said...

muito bem... entretenimento. não há nada de profundo nesse filme.
raso como um pires...

e não há nenhum problema nisso.

Carlos Frederico Lima said...

"Porquê diacho esse filme é tão retido na sua sisudez?" E porque não? Eu esperei anos pra ver um "Batman" sério, inteligente e desafiador, como nos quadrinhos que li há 10, 15 anos atrás (como no "Cavaleiro das Trevas", de Frank Miller e "A Piada Mortal", de Alan Moore, óbvias referências do filme).
Gostei bastante de filmes mais leves e divertidos como os três "Homem-Aranha" e mais recentemente "Homem de Ferro". Mas sempre quis ver algo como "O Cavaleiro das Trevas" e não me decepcionei. Não só Heath Ledger dá show(que culpa tem o filme que o cara morreu? ele está ótimo, morto ou não), como o próprio Christian Bale e todo o resto do elenco (Gary Oldman nem de longe lembra o policial psicopata de "O Profissional"). Fazia tempo que não ficava tão extasiado vendo um filme.

Giovanni Mesquita said...

Tem certos trechos da sua crítica que parecem partir de alguém que não deu muita atenção ao filme e ficou mais preocupado em mostrar que "não entrou no marketing da Warner". Uma coisa é certa, a campanha da Warner certamente conseguiu mais bilheteria da mesma forma que a morte do Ledger, mas em nada, em nada mesmo, desmerece o trabalho de Nolan e companhia. Da próxima vez procure se ater ao filme em si.

Giovanni Mesquita said...

"eu acho que o filme parece pedir por mais violência gráfica, ou pelo menos seria natural vê-la e não perceber cuidados tão judiciais no sentido de não mostrar e livrar o flagrante da maneira que está. Senti a mesma coisa no Die Hard 4.0, mesmo caso. É a ditadura do PG-13, que significa grana, e me interessa observar como esses cuidados comerciais afetam o filme em si."

Incoerência total. Se o diretor fosse Michael Haneke e o filme não tivesse uma gota de sangue e ainda assim levasse o PG - 13, seria perfeito. Espero que suas críticas antigas voltem com o site, elas fazem falta. Abraços.

Rodrigo Almeida said...

Posso estar sendo bem precipitado, mas a impressão que me deu foi que a opinião contida nesse texto já estava esboçada antes da sessão. Talvez até inconscientemente. Daí as duas horas e tanto só funcionaram como uma confirmação do que você já queria que fosse. Deve ser sido um saco pra vc, então. É como se a experiência de imersão desse lugar a análise do PG 13, do marketing, do olhe-para-o-céu-em-são-paulo. Enfim...

Vi a comunidade do cinemascópio e preciso perguntar porque já virou piada: o que é um filme 'analmente retido'?

CinemaScópio said...

Uau.

Isso que escrevi é apenas um dos + 10 mil textos publicados essa semana.

Tentem ler outros mais entusiasmados sobre o filme.

Anonymous said...

Why So Serious?

CinemaScópio said...

:) why no life? :)

bruno said...

Kleber, concordo em gênero, número e grau. E olha que fui assistir ao filme com olhos de quem acompanha quadrinhos há anos. O hype gerado pelo filme definitivamente é muito mais importante que o próprio, e essa história de Batman inteligente e desafiador é balela. Um filme mais ou menos com a cara da morte estampada na cara de um morto. Creepy.

Eduardo de Assis said...

Kleber, acho que você errou a mão nessa crítica. Interessante que, sobre Batman Begins, se não me engano, você falou bem. TDK é uma evolução dos temas iniciados em Begins.
E reclamar por um filme de super-herói ser "sisudo"... por favor. Imagine se alguém reclamasse que WATCHMEN (o gibi) era muito sisudo para ser uma história de super-herói...
Acho que faltou um pouquinho de boa vontade sua em relação ao filme...

Anonymous said...

"Porquê diacho esse filme é tão retido na sua sisudez?"
Porque é o Batman.
nao o Homemaranha ou o Superman

Péssima critica.nao falou das atuaçoes do Gary Oldman,Aaron Eckhart e do Bale.
e ainda cita o fraco filme do Burton
E Comparar o Robocop de 1987 com um filme de 2008?? vc acha q se Robocop fosse feito hoje teria toda aquela violência e gore??Sério?

vc deve ter adorado Rambo 4,né?
tem sangue de sobra.

Anonymous said...

Nolan nao mostraria a cena do Coringa abrindo a boca de um sujeito nem se fosse R-rated.
Ele é fã do Hitchcock. Desde seu primeiro filme Following,q ele prefere o poder da Sugestão.
Nao gosta do sangue jorrando como o Tarantino e o Robert Rodrigues.
Vc precisa rever os filmes do Chris Nolan

Linc Nery said...

Tem tanto equivoco no seu depoimento que nem dá pra falar tudo... Rapaz, pode ser ruim, mas eese é o Batman. O Coringa surge assim, ele é uma força do caos, ele só quer botar lenha na fogueira, ele não tem objetivo. Ele não quer pegar a mocinha do filme nem matar o heróis, nas hqs o Coringa teve várias chances de matar Batman, mas não o faz, o mesmo senso ele não tem pelos aliados. Bruce estava morando na torre Wayne, pq a Mansão foi destruida em Batman Begins...Assim na boa, Tim Burton trabalhou o conceito mal e porcamente. O filme dele começa promissor, o que é Batman? Mas, depois vira só uma batalha de bem o mal para encher os olhos com cenas que nao significam nada. Batman não é um super-heroi apesar de viver no mundo destes, ele é muito mais profundo do que a midia passa. Vc deveria ler obras como A Piada Mortal, Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, a primeira história do Coringa, Longo Dia Das Bruxas, para se contextualizar no universo de Batman, para deois criticar o que foi feito neste sentido. Achar o filme ruim ou bom é uma coisa, agora querer definir o Batman sob sua ótica simplista e preconceituosa é outra coisa.
Não vou falar o que vc achou do filme, pra mim todos os personagens tiveram seu momento. Ninguém foi melhor que ninguem, acontece que O Coringa é o fio que liga todos os personagens pelo medo. e a sua imprevisibilidade é o que o torna tão atrativo. Vc nao sabe o que ele vai fazer, o que resta pros outros personagens é limpar a sujeira.
Bom alugue seu Robocop e boa diversão. Afinal bom diretor é o Tim Burton, só nenhum fã gostava, mas vc deve ter razão. Alias, pq nao cria um filme do Batman?

bicho-do-mau said...

é muito engraçado ver os fanboys ficarem com raiva por causa de uma opinião divergente. só atesta contra a qualidade de pensamento dos mesmos.

Anonymous said...

Nunca fui fã do Batman.odiei os filmes anteriores.Principalmente aqueles dos anos 90.Não sou leitor de quadrinhos e nao gosto de filme de superherois. Vai ver por isso mesmo q adorei Sin City e O Cavaleiro Das Trevas. tai um filme q foge da mesma ladainha e infantilidade dos filme do gênero.
Me pareceu q o critico ficou incomodado pela aceitação do filme(95% no rotten tomatoes e primeiro lugar no IMDb)e resolveu de antemão ser do contra.

Anonymous said...

Kleber não é dessee tipo, ele gostou de blockbusters que foram quase hunanimidades como Retorno do rei e Homem Aranha 2.

Roseli said...

Cara, é muito fácil chamar os outros de "fanboy", de burro, com a máscara que a internet dá para os usuários. Nem sabe as pessoas que estão postanto, mas adoram colocar rótulos.
Se eu chamasse um aki de algo como paraiba, isso ser preconceito, mas chamar os outros de "fanboy" pode.
Pra mim, é tão pejorativo quanto.
Ninguém aqui esta denegrindo o autor, nem contra a opinião dele sobre o filme. O problema aqui é que ele quer definir a personalidade do Batman, o Batman não dos quadrinhos nunca ia pular do prédio e Hong Kong e gritar "uhuuuu!", pq isso não é Batman.
Agora se as pessoas não gostam de ouvir reações contrárias aos seus textos, não fique reclmando e querendo diminuir a inteligência alheia, simplesmente, escreva seus pesmentos num caderno, que aí ninguém vai se meter.
Pode-se achar que a versão do Burton é melhor, só que de Batman lá, só o nome. Ele pegou o Batman, e recriou para viver nas fantasias góticas que ele sempre faz, sombrio sim, mas equivocado. O Batman de Nolan vai na raiz da criação dos anos 40 e se atualiza pela recriação dos anos 60, que é a mantida pela DC Comics até hj, pq querer debater isso?
Debater sobre o filme é uma coisa, mas debater sobre quem é o Batman? É isso que causa indgnação

CinemaScópio said...

:) Eu gosto do que escrevi, é o que senti pensando sobre o filme, inclusive dias depois. Não tenho formação de HQ, gosto de filmes. Acho espantosa a reação unânime ao filme que, ao meu ver, é uma obra de entretenimento burocrática e sem nenhuma inspiração especial, exceto o peso agregado da morte de Ledger via máscara do Coringa. No mais, não tenho tempo para ficar postando respostas a cada hora sobre Batman. Gosto muito que vcs se expressem, apenas lembro que algumas interpretações são muito fáceis ("ele quer ser do contra"). Nunca, realmente, e acreditem, é possível alguém ter achado o filme apenas OK, até mesmo boring. Só isso.

Mr. WRITER said...

O lance com os filmes de Burton é que não eram filmes do Batman, eram filmes de Burton.

E sim, eu gostei e nem de longe vi as campanhas da Warner, nenhum viral, nada... Só sabia que o filme ia passar no cinema e esperei. Nem trailer eu vi. Como disse, NADA, não VI e nem LI NADA até o dia de ir ao cinema. Mas gostei, e gostei muito.

Diferente de outros filmes baseados em HQ. Muito diferente e muito, infinitamente muito melhor que muitos filmes ditos "Cult", sabe por que? Porque me divertiu bastante.

O Batman do filme é diferente dos quadrinhos? É, mas é também muito parecido. Tem a essência do Batmam...

E quer ver uma Batman engraçado, divertido e colorido? Assitam aos filmes de do Joel Schumaker (nem sei se escreve assim), ou então assitam o seriado do Batman, aquele que tinha o Cesar Romero... Esse aí não tem nada de sério.

Cinema é diversão, e acho que tem gente que leva a sério demais a diversão. Pode até nem ter sido sua intensão, mas seu texto foi todo escrito com a idéia de "ser do contra". Como disse, pode não ter sido, mas deu entender isso e apenas isso: "Não me rendo às massas e às campanhas publicitárias, não sou do 100% e não me enquadro na unanimidade".

Mas é sua opinião, mas a minha é de que esse filme é DUCA...

CinemaScópio said...

cool.

Anonymous said...

"estilo pessoal próprio"?
Um tanto quanto redundante, não?

Anonymous said...

batman e coringa, tremenda confusão pra tudo quanto é lado!

eef said...

"acreditem, é possível alguém ter achado o filme apenas OK, até mesmo boring."

sim, é possível. mas eu que sempre li quadrinhos do batman, até hoje não vi filme dele que me agradasse. sempre ofuscado pelos vilões, com maxilares equivocados, ora duros demais, ora finos (o desse filme parece ter a língua presa). daí todos meus amigos, até os mais críticos, me recomendaram esse filme. acharam uma obra-prima.

já eu, achei chato. concordo. so serious. até o coringa pouco ri. falta emoção. e digo mais: não só eu, mas o "público-alvo" - 5 crianças de 9 a 13 anos - saímos do cinema sem esconder a decepção. uma pena.

Feco said...

a maior piada, é a galera falando que curtiu os filmes da série Spiderman (péssimos, ator péssimo) e acharam TDK fraco... enfim né, opinião é que nem C* mesmo ahehehehe...mas que foi uma piada isso foi.

Bruno Carmelo said...

Caramba, fico surpreso com as respostas dadas aqui no blog. Se elas são banais ou não contribuem em nada para a discussão ("cinema é diversão"); ao menos é interessante ver como essas pessoas de fato levaram o filme a sério, ao ponto de o defenderem como se tivessem sido atacadas pessoalmente.

Gostar ou não do filme, gostar ou não do texto, pouco importa; hà muito mais em jogo do que um julgamento positivo/negativo... Espero que você continue escrevendo tuas impressões como sempre fez.

Abraço, Kleber.