Saturday, June 21, 2008

10 Anos do Cinema da Fundação: Programação


Como co-responsável pela programação cinéfila do Cinema da Fundação, no Recife, posto aqui a programação especial de comemoração dos 10 anos da sala (Bent foi meu primeiro palpite, em maio de 1998). Essa programação começa na próxima quinta, 26, e creio que está divertida, com mistura de clássicos em 35mm e coisas mais novas em digital.

Espero vê-los por lá. Além de exibir filmes e promover diálogos depois de alguns deles, deveremos fazer uma feira de cartazes, abrindo os arquivos dos últimos 10 anos para que o público compre seus favoritos! Yeah.


Quinta-Feira, 26 de Junho

16h – Estamos Bem Mesmo Sem Você
(Anche Libero Va Bene, Itália, 2006) Com Alessandro Morace, Kim Rossi Stuart, Barbara Bobulov. Abandonado pela mãe e pela esposa Stefania (Barbora Bobulova), Renato (Kim Rossi Stuart) e seu casal de filhos formam uma família unida. Tommy (Alessandro Morace), de 11 anos, vive sua rotina, apesar das eventuais brigas com sua irmã Viola (Marta Nobili) e do temperamento duro e disciplinador do pai. Um dia, porém, Stefania volta para casa e sua presença desequilibra aquela união. Seleção Quinzena dos Realizadores Festival de Cannes.
Tela Plana / Dolby Digital / 108 mins / 12 anos / em Digital

18h10 – Casablanca
(EUA, 1941) De Michael Curtis. Com Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Claude Rains e Peter Lorre. Dispensa apresentação esse clássico do cinema industrial hollywoodiano onde tudo parece ter dado certo, do roteiro de Julius Espstein, Philip Epstein e Howard Koch às presenças de Bergman e Bogart, Rains e Lorre. Chance rara de (re)ver no cinema o reencontro de Rick e Ilsa, um amor mal resolvido na perigosa Casablanca, portão de saída para o mundo em guerra.
Tela Plana / 102 mins / mono / Livre / em 35mm

20h10 – Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto
(Before The Devil Knows You’re Dead, EUA, 2007), de Sidney Lumet. Com Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Marisa Tomei. Crônica violenta sobre dois irmãos que arriscam tudo num golpe criminoso contra a própria joalheria da família. O plano sai tragicamente errado e as conseqüências são duras. Aos 81 anos, Sidney Lumet surpreende com um filme vigoroso, defendido por elenco excelente.
Tela Plana / 117 mins / Dolby Digital / 16 anos / em Digital.

Sexta-Feira, 27 de Junho

17h – Os Vivos e os Mortos
(The Dead, EUA, 1987). De John Houston. Com Anjelica Houston, Donald McCann. Filme testamento de John Houston (O Tesouro de Sierra Madre, Uma Aventura na África), uma herança e tanto sobre a diferença entre a mera existência e viver. Honra o conto de James Joyce, Os Mortos (de Os Dublinenses), de onde foi adaptado, com rara felicidade.
Tela Plana / 84 mins / Livre / Mono / em 35mm.

18h50 - O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
(Brasil, 1969) De Glauber Rocha. Mauricio do Valle, Odete Lara, Othon Bastos, Hugo Carvana, Emmanuel Cavalcanti. Cópia restaurada (a partir de uma cópia francesa, o negativo original perdeu-se num incêndio num laboratório de Paris) do filme que deu a Glauber Rocha o prêmio do júri no Festival de Cannes. Depois de quase 30 anos, o matador de cangaceiro Antônio das Mortes (visto em Deus e o Diabo na Terra do Sol) é chamado por um latifundiário para matar um novo bandido. No entanto, esse novo cangaceiro é libertário e logo o matador irá rever seu papel naquele mundo.
Tela Plana / 100 mins. / 12 anos / Mono / em 35mm

21h - Do Outro Lado
(Auf der anderen Seite, Alemanha, 2007), de Fatih Akin. Com Nurgül Yesilçay, Baki Davrak e Hanna Schygulla. O diretor alemão de origem turca Fatih Akin (Contra a Parede) une suas duas culturas neste drama sobre pais e filhos e as muitas fronteiras que precisam ser negociadas. O viúvo Ali apaixona-se por Yeter, uma prostituta. Ela conquista o respeito do filho dele ao revelar que sustenta os estudos de uma filha, na Turquia. A estudante, uma ativista política, virá para a Alemanha, onde apaixona-se pela também estudante Lotte, de família alemã conservadora. Melhor Roteiro Cannes 2007.
Tela Plana / Dolby Digital / 14 anos / 122 mins / em Digital.


Sábado, 28 de Junho

16h30 Um Convidado Bem Trapalhão
(The Party, EUA, 1968) De Blake Edwards. Com Peter Sellers. Comédia clássica sobre um ator indiano em Hollywood (Sellers, num dos seus melhores momentos) com talento especial para o desastre. Convidado por engano para uma festa da alta roda em Beverly Hills, ele irá transformar a noite numa insuperável sequência de catástrofes cômicas, filmadas com grande elegância por Edwards, parceiro de Sellers na série A Pantera Cor de Rosa. Tela Larga / 99 mins. / Mono / Livre / em 35mm.

18h30 Ondas do Destino
(Breaking The Waves, Dinamarca/França/Alemanha, 1996). de Lars Von Trier. Com Emily Watson, Stelan Skarsgard, Jean Marc Barr. Antes de Os Idiotas (1998), Dançando no Escuro (2000) e Dogville (2003), todos exibidos no Cinema da Fundação, Lars Von Trier fez essa obra prima ambientada numa comunidade conservadora da Escócia, na década de 70. Narrado com o estilo hipnótico do diretor, o efeito emocional sobre o espectador é frequentemente devastador. Bess é a esposa de Jan, operário de uma plataforma no Mar do Norte. Depois que ele sofre um acidente, ela leva a fé religiosa às últimas conseqüências para que Jan fique bom. Chance rara de ver na tela grande esse filme que lembra que o amor pode ser uma força sagrada da natureza. Grand Prix no Festival de Cannes.
Tela Larga / Dolby SR / 160 mins / 14 anos / em 35mm

21h40 O Escafandro e a Borboleta
Le Scaphandre et le Papillon (França/EUA, 2007), de Julian Schnabel. Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze. Tocante adaptação para o cinema do livro escrito por Jean Dominique Bauby, editor da revista Elle, que, aos 42 anos, viu-se preso dentro do próprio corpo através de uma condição médica incomum. Seu único contato com o mundo, seu olho esquerdo, com o qual foi capaz de comunicar-se e dedicar-se à escrita. O diretor Schnabel (Basquiat, Antes do Anoitecer) evita boa parte do teor melodramático que o tema poderia sugerir. Prêmio de Diretor Festival de Cannes.
Tela Plana / 112 mins / 12 anos / Dolby Digital / em Digital


Domingo, 29 de Junho

16h Casablanca 2a. Exibição
(EUA, 1941) De Michael Curtis. Com Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Claude Rains e Peter Lorre.
Tela Plana / 102 mins / mono / Livre / em 35mm


18h O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
2a. Exibição
(Brasil, 1969) De Glauber Rocha. Mauricio do Valle, Odete Lara, Othon Bastos, Hugo Carvana, Emmanuel Cavalcanti.
Tela Plana / 100 mins. / 12 anos / Mono / em 35mm

20h Luz Silenciosa
(Stellet Licht, México/França, 2007) de Carlos Reygadas. Com Elizabeth Ferr e Jacobo Klassen. No México, um pai de família numa comunidade menonita conservadora e fechada para o mundo externo tenta lidar com a paixão por uma outra mulher. Este é o primeiro filme a ser distribuído no Brasil do premiado realizador mexicano Carlos Reygadas (Japón, Batalla en el Cielo). Prêmio do Júri Festival de Cannes.
Tela Larga / Dolby / 14 anos / 130 mins / em 35mm

Segunda, 30 de Junho

17h FACES
De John Cassavetes
Com Gena Rowlands. Homem casado já maduro deixa a esposa para ficar com mulher mais jovem. Pouco tempo depois, a esposa também encontra uma outra relação. Sobre o filme, o crítico Roger Ebert escreveu: “Faces, de John Cassavetes, é o tipo de filme que te faz querer pegar pessoas pelo pescoço arrastando-as para dentro do cinema e gritando “Aqui, veja!”.
Tela Plana / 130 mins. / Mono / 12 anos / em 35mm.


19h30 Sessão seguida de debate com o realizador
N o m e P r ó p r i o
De Murilo Salles. Com Leandra Leal. A história de uma jovem que dedica a vida à escrita, enquanto vive apaixonadamente.. Para ela, o que interessa é construir uma trajetória como ato de afirmação. Sua vida é sua narrativa. Adaptação dos livros "Máquina de Pinball" e "Vida de Gato", da escritora gaúcha Clarah Averbuck. O filme também recorre a textos de sua autoria publicados na internet e em seu blog. Fotografado em digital (câmera HVX-200 da Panasonic) com resultado estético marcante, terá carreira nos cinemas apenas no formato digital.
Tela Plana / 120 mins / Dolby Digital / 14 anos / em Digital

Terça, 1 de Julho

16h30 Os Vivos e os Mortos 2a. Exibição
(The Dead, EUA, 1987). De John Houston. Com Anjelica Houston, Donald McCann.
Tela Plana / 84 mins / Livre / Mono / em 35mm.


18h20 – SESSÃO DUPLA
Curta-metragem Eisenstein
De Leonardo Lacca, Raul Luna e Tião. Ivan se apaixona por Alessandra, a neta de Eisenstein. O premiado curta pernambucano abre a sessão do clássico do cinema soviético dirigido por Sergei Eisenstein.
Tela Plana / Dolby / 20 mins / em 35mm
+
O Encouraçado Potemkin
(Bronenosets Potyomkin, URSS, 1925) De Sergei Eisenstein. Ausente dos cinemas pernambucanos há mais de 25 anos, esta é uma oportunidade imperdível de (re)ver em 35mm este clássico absoluto do cinema mundial. Norte para diversas gerações sobre a personalidade da montagem na narrativa cinematográfica. Filme foi encomendado, 20 anos depois, pelo governo soviético para lembrar o motim do encouraçado Príncipe Potemkin, em 1905, que desencadeou uma repressão sangrenta do poder do Czar, servindo como um dos estopins da Revolução Russa. A cena da escadaria de Odessa nunca será esquecida como exemplo revelador do poder da edição.
Tela Plana / 80 mins. / em 35mm / ATENÇÃO: filme mudo com intertítulos.

20h20 - Première do Curta Metragem
MURO
Sessão seguida de debate com o realizador

(2008), de Tião.
Alma no vazio, deserto em expansão. Prêmio “Novo Olhar” na Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes 2008.
Tela Larga / 18 mins / Dolby / em 35mm

Quarta, 2 de Julho

16h Um Convidado Bem Trapalhão 2a. Exibição
(The Party, EUA, 1968) De Blake Edwards. Com Peter Sellers. Tela Larga / 99 mins. / Mono / Livre / em 35mm.



18h Estamos Todos Bem Mesmo Sem Você 2a. Exibição
(Anche Libero Va Bene, Itália, 2006) Com Alessandro Morace, Kim Rossi Stuart, Barbara Bobulov.
Tela Plana / Dolby Digital / 108 mins / 12 anos / em Digital

20h10 - Amigos de Risco
Sessão seguida de debate com o realizador

(2008) De Daniel Bandeira. Com Irandhir Santos, Rodrigo Rizla e Paulo Dias. Dois amigos encontram um terceiro que volta do Rio de Janeiro ao Recife com uma proposta arriscada. Pela madrugada hostil da cidade, o trio irá descobrir revelações que porá em jogo o tenso relacionamento entre eles. Seleção Oficial do Festival de Brasília 2007.
Tela Plana / 88 mins / Dolby / em 35mm


Quinta, 3 de Julho
18h Longe Dela
(Away From Her, Canadá, 2007) De Sarah Polley. Com Julie Christie, Esse filme forte pode correr o risco de ser confundido com o tipo “doença da semana”, mas fica longe disso com tratamento nada sentimental. A atriz Sarah Polley (O Doce Amanhã) estréia na direção contando a história de um homem que observa sua esposa(Julie Christie), que sofre de Alzheimer, apaixonar-se por outro homem, num ensaio sobre a vida e seus detalhes que somem aos poucos. Tela Plana / 110 mins / 14 anos / em Digital

20h20 Sessão seguida de debate com os realizadores

P i n d o r a m a - A Verdadeira História dos Sete Anões
De Leo Crivelare, Lula Queiroga & Roberto Berliner. Registro de uma família que mora, vive e trabalha num circo. Assim é a vida de Charles, Zuleide, Gilberto, Cleide, Rogério, Claudio e Lobão, sete anões irmãos, descendentes do mítico e também diminuto palhaço Pindoba. Juntos formam o circo Pindorama, uma trupe que circula pelo sertão nordestino. Prêmio do Público Mostra Internacional de Cinema de São Paulo / Seleção Festival Internacional de Documentários de Amsterdã.
Tela Plana / 76 mins / Dolby Digital / Livre / em Digital


Sexta, 4 de Julho


16h30 - O Escafandro e a Borboleta 2a. Exibição
Lê Scaphandre et le Papillon (França/EUA, 2007), de Julian Schnabel. Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze. Tela Plana / 112 mins / 12 anos / Dolby Digital / em Digital

18h40 - FACES 2a. Exibição
De John Cassavetes
Com Gena Rowlands.
Tela Plana / 130 mins. / Mono / 12 anos / em 35mm.

21h10 - Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto 2a. Exibição
(EUA, 2007), de Sidney Lumet. Com Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Marisa Tomei.
Tela Plana / Dolby Digital / 16 anos / em Digital.


Sábado, 5 de Julho
16h – O Encouraçado Potemkin 2a. Exibição
(Bronenosets Potyomkin, URSS, 1925) De Sergei Eisenstein. Tela Plana / 80 mins. / em 35mm / ATENÇÃO: filme mudo com intertítulos.

17h40 Do Outro Lado
2a. Exibição
(Auf der anderen Seite, Alemanha, 2007), de Fatih Akin. Com Nurgül Yesilçay, Baki Davrak e Hanna Schygulla.
Tela Plana / Dolby Digital / 14 anos / 122 mins / em Digital.

20h10 A Banda
(Bikur Ha-Tizmoret, Israel/França, 2007). De Eran Kolirin. Com Sazón Gabai, Ronit Elkabetz e Saleh Bakri. Diferenças culturais entre judeus e árabes rende um enfoque sem brutalidades na história de um grupo de músicos egípcios que vão tocar em Israel, mas desembarcam na cidade errada, no meio do nada. A interação desses homens com os moradores é delicada e às vezes muito engraçada. Prêmio Coup de Coeur mostra Um Certain Regard – Festival de Cannes 2007.
Tela Plana / 87 minutos / Livre / Dolby Digital / em Digital.

22h - CORAÇÃO S E L V A G E M
(Wild at Heart, EUA, 1990) De David Lynch. Com Nicolas Cage, Laura Dern, Willem Dafoe. David Lynch ganhou sua Palma de Ouro em Cannes com essa viagem romântica e ultra-violenta pelas estradas americanas, sempre seguindo a faixa amarela no chão rumo ao fim do arco-íris. Repleto de excessos surreais que quase nunca parecem gratuitos, Cage e Dern são dois apaixonados que fogem dos capangas enviados pela mãe dela, e sorte deles que há uma fadinha para iluminar o caminho.
Tela Larga / 120 mins / Dolby / 16 anos / em 35mm.

SESSÃO MEIA-NOITE
Diário dos Mortos
(Diary of the Dead, EUA, 2008), de George Romero. Com Joshua Close, Michelle Morgan. Enquanto produzem um filme de zumbi com orçamento zero, grupo de estudantes será obrigado a enfrentar mortos vivos de verdade em situações de vida e morte. Do mestre do gênero horror, George Romero, que desde A Noite dos Mortos Vivos (1968) comenta a sociedade americana usando o tema com grande efeito.
Tela Plana / Dolby Digital / 95 mins. / 16 anos / em Digital

Domingo, 6 de Julho

17h A Banda 2a. Exibição
(Bikur Ha-Tizmoret, Israel/França, 2007). De Eran Kolirin. Com Sazón Gabai, Ronit Elkabetz e Saleh Bakri.
Tela Plana / 87 minutos / Livre / Dolby Digital / em Digital.

19h Ondas do Destino 2a. Exibição
(Breaking The Waves, Dinamarca/França/Alemanha, 1996). de Lars Von Trier. Com Emily Watson, Stelan Skarsgard, Jean Marc Bar.
Tela Larga / Dolby SR / 160 mins / 14 anos / em 35mm

5 comments:

Vinícius Reis said...

Rapaz, muito bom reencontrar teu Cinemascópio! Freqüentava aquele antigo sítio, de fundo preto, que ficou fora do ar por longo tempo, e só hoje descobri o blog.
Já está marcado aqui, para poder lê-lo sempre.
Abraços.
Vinícus.

Victor Rodrigues said...

Tá uma beleza essa programação! Tenho até esse filme do Glauber que vai passar já baixado aqui no PC, sorte que não vi ainda ele. Muitos filmes que eu tenho vontade de conhecer tão aí, ficou bem bacana, vou comparecer o máximo que der.

Agora tem como vocês colocarem Muro para reexibição em outro dia na mostra? Além do rebuliço esperado que a primeira exibição de um filme do pessoal local causa nessa sala, eu mesmo não vou poder ir no dia primeiro pra sala.

Vcs bem que podiam repetir o Muro antes de abrir Amigos de Risco no dia seguinte, nera? E Eisenstein abrindo de novo pra o Sergei no dia 5 de julho, aí seria melhor ainda. Não vi esse curta também, e a programação acabou criando uma "noite dos curtas", infelizmente justo na única que eu (quem sabe outros também) sei que não poderei aparecer.

[]s

CinemaScópio said...

Vinícius, na verdade o site está em reconstrução e voltará no antigo endereço isso aqui apenas uma pousada.

Victor, o trabalho que é coordenar essas sessões e cópias é bem grande, e as datas infelizmente são essas. Considerando que a proxima exibição de Muro no Recife só deve acontecer em dezembro ou mesmo ano que vem, sugiro tentar ir ver.

João Solimeo said...

Maravilha de programação hein? De dar inveja ao eixo Rio-São Paulo aqui por "baixo".

Abs

Victor Rodrigues said...

Fui lá ver ontem, fiquei muito impressionado mesmo, a princípio mais pela combinação imagem-som, depois pelo resto todo.

O filme é bem subjetivo, sem ser muito fechado em si na compreensão do que se põe na tela, acaba sendo um convite pra gente trabalhar de forma mais ativa na interpretação do material. Achei massa isso, dá um valor arretado pra experiência, mas acabei saindo com uma nuvem na cabeça lá da fundação, o conceito do filme estava ali, mas nebuloso pra mim. De ontem pra hoje que a coisa está ficando muito mais interessante aqui.

Tou falando isso Kléber, pra quando o filme voltar pra Recife, era legal mesmo se vocês conseguissem colocar pelo menos uma mini-temporada ele, uns três dias. Eu mesmo não tenho essa sacada de interpretação em tempo de projeção e levo esses filmes mais densos pra casa, pra pensar. Tem algumas partes do filme que fiquei doido pra rever depois, pra fechar melhor o filme pra mim.

Valeu demais assistir o Muro, espero ver de novo mais vezes, e a partir de agora vou ficar bem mais ligado no que esse pessoal da Trincheira anda lançando.

[]s